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Ação preventiva na costa do Espírito Santo

O Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha do Brasil (MB), Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), informou, nesta terça-feira (5), que a Marinha deslocou, em caráter preventivo, um Destacamento Operativo de Fuzileiros Navais, composto por 30 militares, para o norte do estado do Espírito Santo. Estes militares, que ficarão baseados em Conceição da Barra e São Mateus, vão fazer o reconhecimento da região, de modo a facilitar a atuação caso as manchas de óleo cheguem ao estado.

Já os três Navios da MB que partiram do Rio de Janeiro, na segunda-feira (4), seguem em direção à região Nordeste com previsão de chegada ao litoral de Pernambuco, no dia 10 de novembro.

Cerca de 700 Fuzileiros que estão embarcados nestes navios, desembarcarão na praia de Sirinhaém (PE). Os militares, incluindo mergulhadores, iniciarão a montagem de uma base na região, como forma de incrementar as ações de limpeza das praias, manguezais e estuários. A base contará, também, com cerca de 30 caminhões, 25 viaturas leves, 1 trator, 6 equipamentos de engenharia e 18 embarcações menores.

Até o momento, mais de 3.700 militares da MB, 30 navios, sendo 26 da MB e 4 da Petrobras, 17 aeronaves, sendo 6 da MB, 6 da Força Aérea Brasileira (FAB), 3 do IBAMA e 2 da Petrobras, além de 5.000 militares e 140 viaturas do Exército Brasileiro (EB), 140 servidores do Ibama, 80 do ICMBio e 440 funcionários da Petrobras atuam nessa grande operação.

Os estados de Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco estão com as praias limpas. As seguintes localidades permanecem com vestígios de óleo, com ações de limpeza em andamento: Cumbuco, Barra do Cauípe, Canoa Quebrada, no Ceará; Maragogi, Japaratinga, Barra de São Miguel, Jequiá da Praia, Coruripe e Piaçabuçu, em Alagoas; Artistas, Sarney, Coroa do Meio, em Sergipe; Piatã, Cairu, na Bahia.

De acordo com o levantamento feito pelo IBAMA, foram contabilizadas, aproximadamente, 4.300 toneladas de resíduos de óleo retirados das praias nordestinas, até esta terça-feira (5). É importante frisar que a contagem desse material contém óleo, areia, EPI utilizados na coleta, lonas, etc. O descarte desse material vem sendo feito pelas Secretarias de Meio Ambiente dos Estados. A gravidade, a extensão e o ineditismo desse crime ambiental exigem constante avaliação da estrutura e dos recursos materiais e humanos empregados, no tempo e na quantidade que for necessária.

Uma equipe composta por profissionais da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Secretaria do Estado da Agricultura (Seagri), com o apoio da MB, realizarão, até o dia 8 de novembro, coleta de amostras de água, sedimento e fauna em dois municípios sergipanos: na praia do Viral e no Rio Vaza-Barris. As análises químicas servirão para mensurar o grau de contaminação, por óleo, nas amostras.

Fonte: Ministério do Turismo

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